segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Matrimônio (Seminário de Vida - Sacramentos que Curam)






O sacramento do Matrimônio é chamado sacramento a serviço da comunhão e da missão, por conferir uma graça especial para a missão particular na Igreja com relação à edificação do povo de Deus, contribuindo em especial para a comunhão e para a salvação dos outros. O homem e a mulher foram criados por Deus com uma igual dignidade como pessoas humanas e, ao mesmo tempo, numa complementaridade recíproca como masculino e feminino. Deus quis que fossem um para o outro, para uma comunhão de pessoas. Juntos são também chamados a transmitir a vida humana, formando no matrimônio uma só carne (cf. Gn 2, 24).
O Matrimônio participa desta dinâmica de serviço para a santificação. O Senhor, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Ao criar o homem e a mulher, chamou-os, no Matrimônio, a uma íntima comunhão de vida e de amor entre si, de modo que já não são dois, mas uma só carne (cf. Mt 19,6). Abençoando-os, Deus disse-lhes que fossem fecundos e se multiplicassem (cf. Gn 1,28).
Esse sacramento se realiza diante de uma promessa entre um homem e uma mulher, prestada diante de Deus e da Igreja, aceita e selada pelo Senhor e concluída pela união corporal do casal. Porque é o próprio Altíssimo quem dá o laço do Matrimônio sacramental e o mantém unido até a morte de um dos consortes. São necessários três elementos para a realização do Matrimônio: o consentimento, a concordância com uma união por toda a vida e apenas com o consorte, e por fim, a abertura aos filhos. Sendo a mais profunda a consciência do casal de que são uma imagem viva do amor entre Cristo e a Igreja.
O sacramento do Matrimônio gera entre os cônjuges um vínculo perpétuo e exclusivo. O próprio Deus sela o consentimento dos esposos. Primeiro, porque corresponde à essência do amor se entregar mutuamente sem reservas. Depois, porque ele é imagem da incondicional fidelidade de Deus à Sua criação. Finalmente, porque ele representa a entrega de Cristo à sua Igreja até à morte de cruz.
Portanto, o Matrimônio concluído e consumado entre batizados não pode ser dissolvido. Esse sacramento confere também aos esposos a graça necessária para alcançar a santidade na vida conjugal e para o acolhimento responsável dos filhos e a sua educação. A união matrimonial é, muitas vezes, ameaçada pela discórdia e pela infidelidade por causa do  pecado original, que provocou também a ruptura da comunhão do homem e da mulher, dada pelo Criador. Todavia Deus, na Sua infinita misericórdia, dá ao homem e à mulher a Sua graça para que possam realizar a união das suas vidas segundo o desígnio originário d'Ele.






O adultério e a poligamia são pecados gravemente contrários ao sacramento do Matrimônio porque estão em contradição com a igual dignidade do homem e da mulher e com a unicidade e exclusividade do amor conjugal; assim como a rejeição à fecundidade, que priva a vida conjugal do dom dos filhos; e o divórcio, que se opõe à indissolubilidade. A fidelidade absoluta no Matrimônio, mais do que ser um testemunho do esforço humano, remete à fidelidade a Deus, que está presente, mesmo quando nós, na questão da fidelidade, O traímos e nos esquecemos d'Ele. A Igreja admite a separação física dos esposos quando, por motivos graves, a sua coabitação se tornou praticamente impossível, embora se deseje a reconciliação deles. Mas eles, enquanto o cônjuge viver, não estarão livres para contrair uma nova união, a menos que o Matrimônio seja nulo e como tal seja declarado pela autoridade eclesiástica.
Jesus Cristo não só restabelece a ordem inicial querida por Deus, como também dá a graça ao casal de viver o Matrimônio na nova dignidade de sacramento, que é o sinal do Seu amor esponsal pela Igreja: "Vós maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja" (Ef 5,25). O Matrimônio não é uma obrigação para todos. Deus chama alguns homens e mulheres a seguir o Senhor Jesus mantendo-se virgens ou sendo celibatários pelo Reino dos céus, renunciando ao grande bem do Matrimônio para se preocuparem unicamente com as coisas do Senhor e para procurarem agradar-Lhe, tornando-se assim sinal do absoluto primado do amor de Cristo e da ardente esperança da Sua vinda gloriosa.
Tão grande é o valor desse sacramento que a família cristã é chamada de "Igreja doméstica" por manifestar e realizar a natureza de comunhão e família da Igreja como família de Deus. Cada membro, a seu modo, exerce o sacerdócio batismal, contribuindo para fazer da família uma comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e cristãs, lugar do primeiro anúncio da fé aos filhos.
Portanto, de acordo com a ordem de São Paulo os “Maridos, devem amar as mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela” (Efésios 5, 25). Nesse lindo sacramento do Matrimônio o casal possui a oportunidade de se doar inteiramente um ao outro, entregando sua vida por amor, à semelhança do próprio Senhor. O beato João Paulo II definiu sabiamente o amor do casal celebrado nesse sacramento, para ele este dom é, acima de tudo, um assumir para si o futuro do outro como seu; esta é a via de santidade por meio do Matrimônio. Desta forma, casar-se significa confiar mais na ajuda de Deus que nas próprias reservas do amor, e certamente na fidelidade ao Senhor pelo sacramento o casal obtém a santificação um do outro pelo amor.

FONTE: Canção Nova
Partilhado por: Ederson Léo

O Sacramento da Confirmação - Crisma ( Seminário de Vida - Sacramentos que Curam)



Nesta quarta semana do nosso Seminário de Vida, Partilhamos sobre o Sacramento da Confirmação ou Crisma.
Que a partir desta partilha, estejamos dispostos a seguir nosso chamado ao Serviço do Senhor e tomar posse dos Dons que Ele distribui.




O Catecismo da Igreja Católica ensina que a Confirmação – Crisma, pertence, juntamente com o Batismo e a Eucaristia, aos três sacramentos da iniciação cristã da Igreja Católica. Nesse sacramento, tal como ocorreu no Pentecostes, o Paráclito desceu sobre a comunidade dos discípulos, então reunida. Também nele o Espírito Santo desce em cada batizado que pede à Igreja o dom d'Ele [Espírito Santo], dessa forma o sacramento encoraja o fiel e o fortalece para uma vida de testemunho de amor a Cristo.

A Confirmação é o sacramento que completa o Batismo e pelo qual recebemos o dom do Espírito Santo. Quem se decide livremente por uma vida como filho de Deus e pede o Espírito de Deus, sob o sinal da imposição das mãos e da unção do óleo do Crisma, obtém a força para testemunhar o amor e o poder de Deus com palavras e atos. Essa pessoa agora é membro legítimo e responsável da Igreja Católica.

Chama-se Crisma (nas Igrejas Orientais: Crismação com o Santo Myron) por causa do rito essencial que é a unção. Chama-se Confirmação, porque confirma e reforça a graça batismal. O óleo do Crisma é composto de óleo de oliveira (azeite) perfumado com resina balsâmica. Na manhã da Quinta-feira Santa, o bispo consagra-o para ser utilizado no Batismo, na Confirmação, na Ordenação dos sacerdotes e dos bispos e na consagração dos altares e dos sinos. O óleo representa a alegria, a força e a saúde. Quem é ungido com o Crisma deve difundir o bom perfume de Cristo (cf. II Cor 2,15).

O efeito da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como no Pentecostes. Tal efusão imprime na alma um carácter indelével e traz consigo um crescimento da graça batismal: enraíza mais profundamente na filiação divina; une mais firmemente a Cristo e à sua Igreja; revigora na alma os dons do Espírito Santo; dá uma força especial para testemunhar a fé cristã.

O YOUCAT – Catecismo Jovem da Igreja Católica, afirma que: Ser Confirmado – Crismado significa fazer um acordo com Deus. O confirmado diz: sim, eu creio em Ti, meu Deus, dá-me o Teu Espírito para que eu te pertença totalmente, nunca me separe de Ti e te testemunhe com o corpo e com a alma, durante toda a minha vida, em obras e palavras, em bons e maus dias! E Deus diz: sim, Eu também creio em ti, Meu filho, e te darei o Meu Espírito e até a mim mesmo, pertencer-te-ei totalmente, nunca me separarei de ti, nesta e na vida eterna, estarei no teu corpo e na tua alma, nas tuas obras e nas tuas palavras mesmo que me esqueças, estarei sempre aqui, em bons e maus dias.

Pode e deve receber este sacramento qualquer cristão católico que tenha recebido o sacramento do Batismo e esteja em estado de graça, isto é, não ter cometido nenhum pecado mortal (pecado grave). Mediante um pecado grave separamos de Deus e só podemos nos reconciliar com Ele por meio do sacramento da Penitência – Confissão.

O sacramento da Confirmação normalmente é presidido pelo Bispo, por razões pastorais, ele [bispo] pode incumbir determinado sacerdote de celebrá-lo. No rito litúrgico da Santa Missa do Crisma o Bispo dá ao crismando um suave sopro para que se lembre de que está se tornando um soldado de Cristo, a fim de perseverar com bravura na fidelidade ao Senhor.

Portanto, este belíssimo sacramento Confirmação completa o Batismo, por ele o fiel recebe o dom do Espírito Santo, faz um acordo com Deus, e assim, cheio dos dons do Espírito, é chamado a testemunhar o amor ao Senhor, se preciso for, a dar a vida uma vez que recebeu uma força especial para seguir Cristo até o fim de sua vida.


FONTE: Canção Nova

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A Eucaristia (Seminário de Vida - Sacramentos que Curam)

Na terceira semana do Seminário de Vida - Sacramentos que Curam, o tema abordado foi: A Eucaristia.
Que nosso coração esteja aberto para entender os Mistérios da Igreja.


O que é a Eucaristia?
É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.

Quando Cristo instituiu a Eucaristia?
Instituiu-a na Quinta-feira Santa, "na noite em que ia ser entregue" (1Cor 11,23), celebrando com os seus Apóstolos a Última Ceia.

O que representa a Eucaristia na vida da Igreja?
É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a ação santificante de Deus para conosco e o nosso culto para com Ele. Ele encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a celebração eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

Como Jesus está presente na Eucaristia?
Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável. Está presente, com efeito, de modo verdadeiro, real, substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade. Nela está, portanto, presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem.

O que significa transubstanciação?
Transubstanciação significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue. Essa conversão se realiza na oração eucarística, mediante a eficácia da Palavra de Cristo e da ação do Espírito Santo. Todavia, as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja, as “espécies eucarísticas”, permanecem inalteradas.

O que se requer para receber a santa comunhão?
Para receber a santa Comunhão, deve-se estar plenamente incorporado à Igreja católica e estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem estiver consciente de ter cometido um pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da comunhão. Importantes são também o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e a atitude do corpo (gestos, roupas), em sinal de respeito a Cristo.

"Na Eucaristia, nós partimos 'o único pão que é remédio de imortalidade, antídodo para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre' "(Santo Inácio de Antioquia)
Trecho do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica

O que comungamos, não é para nos tornar mais santos que os outros, e sim para nos tornar mais santos para o próximo.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Confissão (Seminário de Vida - Sacramentos que Curam)


Neste segundo dia do Seminário, partilhamos sobre um sacramento muito importante na vida de todo o Católico, a Confissão.
Aqui no Blog iremos deixar bem detalhado sobre o que é a confissão, e a importancia de confessar.

Baseado na Partilha de Paulo Eduardo

Entenda um pouco mais sobre o sacramento da reconciliação.

1. O QUE É A CONFISSÃO?
Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

 
2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?
O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).
 
 
3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?
Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18). 
 
4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?  
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc. 
 
5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?  
Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 ).
  
6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.
 
7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?
Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto). 
 
8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.
 
9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?
Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.
  
10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?
São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b).
 
11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?
São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17).
 
12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?
São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.
  
13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?
Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.
 
14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?
Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.

Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.

15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?
Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.
 
16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).
  
17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?
O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.
 
18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?
Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.
 
 
19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?
Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!
 

20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?
A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

 

FONTE: Canção Nova

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Batismo (Seminário de Vida - Sacramentos que Curam)

Na Madrugada de 27 para 28/05/2013, o Clube do Monte começou seu primeiro seminario de vida, com o tema Sacramentos que Curam.



O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina que os sacramentos são um encontro pessoal com Cristo, este encontro é, no fundo, o sacramento original, eles são sinais sensíveis e eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, mediante os quais nos é concedida a vida divina. São sete os sacramentos: batismo, confirmação – crisma, Eucaristia, penitência – confissão, unção dos enfermos, ordem e matrimônio, todos eles estão ordenados para a Eucaristia, como para o seu fim, segundo santo Tomás de Aquino.

A partir do CIC os sacramentos são categorizados eme três formas. 1) Sacramentos da iniciação cristã (batismo, confirmação – crisma e Eucaristia); 2) Sacramentos de cura (penitência – confissão, unção dos enfermos); 3) Sacramentos a serviço da comunhão e da missão (ordem e matrimônio).

Os sacramentos de iniciação cristã lançam os alicerces da vida cristã: os fiéis, renascidos pelo batismo, são fortalecidos pela confirmação e alimentados pela Eucaristia.


O Batismo



O primeiro dos sacramentos de iniciação cristã é o batismo, ele é o caminho do reino da morte para a vida, a porta da Igreja e o começo de uma comunhão duradoura com Deus. Nesse sacramento o homem une-se a Cristo, pois ele é uma aliança com Deus, e a condição prévia para receber os outros.

No Antigo Testamento encontram-se várias prefigurações do batismo: a água, fonte de vida e de morte; a arca de Noé, que salva por meio da água; a passagem do Mar Vermelho, que liberta Israel da escravidão do Egito; a travessia do Jordão, que introduz Israel na Terra Prometida, imagem da vida eterna. O próprio Jesus Cristo se fez batizar por João Batista, no Jordão: na cruz, do seu lado trespassado, derramou Sangue e Água, sinais do batismo e da Eucaristia, e depois da Ressurreição confia aos apóstolos esta missão: «Ide e ensinai todos os povos, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19-20). A Igreja, desde do o dia de Pentecostes, administra o batismo a quem crê em Jesus Cristo.

Batizar significa imergir na água. O batizado é imerso na morte de Cristo e ressurge com Ele como nova criatura (II Cor 5,17). Por isso este [batismo] também é chamado banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo (cf. Tt 3,5) e iluminação, porque o batizado se torna filho da luz (cf. Ef 5, 8). Porque tendo nascido com o pecado original, ele tem necessidade de ser libertado do poder do maligno e de ser transferido para o reino da liberdade dos filhos de Deus.

Entre os efeitos do batismo se destacam o perdão do pecado original e de todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado, fazendo o homem participar na vida divina trinitária mediante a graça santificante, confere as virtudes teologais – fé, esperança, caridade e os dons do Espírito Santo. Por fim, o batizado pertence para sempre a Cristo.

O rito essencial deste sacramento consiste em imergir na água o candidato ou em derramar a água sobre a sua cabeça, enquanto é invocado o Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, sendo capaz de receber o batismo toda pessoa ainda não batizada. Do batizando é exigida a profissão de fé, expressa pessoalmente no caso do adulto, ou então por parte dos pais e da Igreja no caso da criança. Também o padrinho ou madrinha e toda a comunidade eclesial têm uma parte de responsabilidade nisso. Sendo ele necessário para a salvação daqueles a quem foi anunciado o Evangelho e que têm a possibilidade de pedir este sacramento.

Aqueles que morrerem sem o batismo, o Catecismo da Igreja Católica ensina que, porque Cristo morreu para a salvação de todos, podem ser salvos, mesmo sem o batismo, aqueles que morreram por causa da fé (batismo de sangue), aqueles que estavam sendo preparados para receber tal sacramento – catecúmenos e todos os que, sob o impulso da graça, sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente a Deus e se esforçam por cumprir a Sua vontade (batismo de desejo). Quanto às crianças, mortas sem batismo, a Igreja na sua liturgia confia-as à misericórdia de Deus.

Portanto, dentre os sacramentos de iniciação cristã, destaca-se o batismo como o primeiro, a porta da Igreja e o começo de uma comunhão duradoura com Deus, lançando o alicerce da vida cristã, configurando o cristão a Cristo, sendo assim, no batismo, o homem para sempre pertence a Cristo.


Baseado na Partilha de Thaise Oliveira

FONTE: Canção Nova

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Enxugando Lágrimas



                                        ELCIO DIAS

Na reflexão desta semana, os membros do clube do monte puderam viver na pele, o que há alguns meses o Padre Marlon falou: “vocês tem a missão de enxugar as lagrimas do Cristo”. Acredito que no primeiro momento, essas palavras soaram muito bonitas e num tom suave, até que nos demos conta de quem era o “Cristo” que o Padre havia mencionado. Esse “Cristo” poderia estar mais próximo do que nós imaginávamos...
            Quando falávamos em fazer missão além da Capela do Santíssimo, imaginávamos algo como “pastoral de rua”, “evangelização de porta em porta” ou mais além... o que não era possível prever, é que iríamos enxugar as lagrimas do “Cristo” no leito de morte do ente querido de uma integrante do Clube, e não somente querido dela, mas de todos nós.

O que poderíamos dizer para homenagear esta pessoa fabulosa que foi o Sr. Elcio? Ou Tio Elcio??
Talvez todos os adjetivos possíveis não seria capaz de descrever o que ele foi...
... Mas dentre muitos exemplos que ele deixou para os seus, é que a morte não é motivo de sofrimento, ensinou que é uma passagem entre o fim do sofrimento e a entrada para a vida junto ao Senhor.
            Perder alguém que amamos, não é simples de aceitar, pois a saudade que fica no lugar é enorme, mas o que nos conforta é saber que ele terá paz junto ao Senhor, saber que teremos a possibilidade de nos reencontrar no Reino de Deus, estaremos junto aos nossos para sempre...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Jovem! És Missionário do Amor...




Ser Missionario do Amor, é aprender que uma bagagem de experiência, muitas vezes não nos garante o Céu. A Experiência é uma lanterna que ilumina para trás.
          Deus sabe o que ele quer da vida da gente. Ele sabe como nós podemos ser discipulos, e para ser discipulo precisamos olhar como o Mestre faz, e fazer igual. Imitar Jesus, ser imagem e semelhança de Deus, é a unica maneira de ser discipulo.
           Missionario foi Jesus, o resto só sabe repetir o que Jesus falou. Ninguem está fora do chamado de ser missionario, pois todos devemos ser imitadores de Cristo, e quando somos batizados, recebemos três grandes chamados: Ser Rei, Ser Sacerdote e Ser Profeta.
- Ser Rei, é o chamado que temos para reinar sobre a Terra, e não Destruí-la. Temos que aprender a administrar nosso planeta de modo a promover o bem à toda a humanidade.
- Ser Sacerdote, é ter a Missão de santificar, de tornar Santo tudo o que temos e o que somos, buscar a santidade em todo o tempo e lugar, procurar fazer com que outras pessoas se santifiquem através de nosso testemunho.
- Ser Profeta, é anunciar as coisas de Deus e denunciar o que estiver errado. Ser Profeta é anunciar a Palvra de Deus à todos os povos, ser Profeta é dar testemunho da Verdade, sem medo das consequencias.
Como podemos tomar posse de todos esses chamados? Muitas vezes olhamos para nossa vida e dizemos "não sei falar, não prego, não tenho testemunho". Ficamos fugindo da responsabilidade.
             Anunciar o Evangelho, é saber que não importa o lugar que estivermos, é nesse lugar que temos que dar testemunho de vida, provar que somos Cristãos na pratica. Não adianta ter "todos" os chamados, se a vida não for de testemunhos.
             Muitas vezes ficamos adiando nosso sim para Deus, seja por medo, falta de animo, ou ficamos pensando o que os outros vão falar.
Mas nosso Chamado é hoje.
             Quantas vezes negamos a Deus, adiando nosso chamado? Ficamos dando desculpas esfarrapadas de que já temos muitos afazeres, seja no cotidiano familiar e profissional, ou com compromissos com a Igreja. Mas Deus não chama os desocupados, pois estes não irão trabalhar em nada para a obra. E mesmo quando pensamos que temos coisas suficientes para fazer, e mesmo assim Deus nos da mais missões, mais compromissos, é por que ele sabe que no futuro corremos o risco de sair do caminho. Por isso Deus nos prepara na fé.
" Moisés tentou dar todas as desculpas para não assumir a Missão que Deus propunha. "Então o Senhor Irritou-se contra Moisés".
 O que irrita o Senhor, é a nossa falta de disposição para Deus.
            A Missão de Moisés era libertar o povo da escravidão do Egito, e para isso eles tiveram que atravessar o deserto. Assim acontece com a gente. No deserto nos deparamos com quem realmente somos, vemos o quanto somos limitados e cheios de coisas para ser curadas.
           Temos que assumir nossa missão sem medo de passar pelos desertos, sem medo de errar, e só erra quem faz. Quem não faz a sua missão, não tem o que errar. E toda vez que erramos, temos que buscar aprender com os erros.
           Não podemos permanecer omissos. O pior pecado é o da omissão, pois na omissão não temos o que confessar.


                  Assuma sua missão! Seja Missionário do Amor

Baseado na Partilha de Ederson Léo - Madrugada de 01 para 02/10/12

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Alma Missionária

 
“ Estão querendo me vender influências furadas  mas nunca vão me convencer, pois conheço quem me comprou, e ele pagou um preço alto sendo pregado numa cruz” ( Joe Alvarenga)

Quando buscamos o Senhor, queremos compreender tudo o que Ele tem preparado para nós, mas as vezes insistimos tanto em não querer que a graça aconteça. Ficamos nos esquivando dos compromissos com o Senhor, pelo simples fato de não querer uma exposição maior, medo de assumir a missão que recebemos do Senhor. 

                Muitas vezes nos apegamos tanto ao pecado e ao que chamamos de “pecadinho de estimação”, que por medo de abandonar de vez o pecado, vamos empurrando nossa fé com a barriga e deixamos a Obra de Deus para depois. Temos medo de ser julgados por não tomarmos atitudes Cristãs de fato.

                Quem não dá importância para a Palavra de Deus, jamais vai ter argumento para anunciar. Se não nos empenharmos em aprender, nunca iremos ensinar.

                Que importância damos para nossa mãe? É interessante a comparação, haja vista que,  a Palavra de Deus assim como nossa mãe é quem nos concede vida, alimenta, ensina a andar e a falar. Portanto, caminhemos na luz ( a Palavra) para não sofrer as consequências de quem anda na escuridão onde a maior probabilidade é de cair, não se sabe onde.

Deus te ama, cura e chama a seguir decididamente como Discípulo missionário, ungido e enviado pelo próprio Dono da Palavra.

Negando-se a si mesmo e as propostas “ imundanas” para aceitar o Tudo que é Jesus o Senhor, a Palavra do Pai.

 

 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Oferta de Amor!



          Ultimamente as pessoas ficam muito incomodadas quando a Igreja fala sobre oferta, mas não levamos em conta de que ofertar à Deus vai muito além de valores financeiros. Ofertar à Deus significa também, doar-se, ajudar ao próximo, ter zelo pelas coisas de Deus, ofertar nossa vida em missão, ofertar nossa vida para Jesus.
          Jesus não exige muito para que possamos ofertar nossa vida. Ele nos quer do jeito que somos, com nossas fraquezas e nossas limitações, pois ele conhece nosso limite. Se formos esperar para amar ao Senhor somente quando alcançarmos a perfeição, não iremos amá-Lo então. Pois ao contrario do que pensamos, a ordem é inversa, "amar a Deus para buscar a perfeição e não, ser perfeito para poder amar a Deus.
           Jesus quer nosso coração e em cada passo de nossa caminhada ele quer nos aprimorar. Mesmo no abismo ele quer que O amemos. Ele não quer nossas virtudes, para que isso não aumente nossas virtudes. Ele quer nossas misérias, para que não duvidemos de Sua Graça.
            As vezes almejamos algo, mas ainda estamos em tempo de reflexão, achamos que estamos dando o máximo, quando na verdade não estamos fazendo nada.
           Ter a certeza de ouvir a voz do Bom Pastor (muitas vezes sacerdote e coordenador) e ver nele o exemplo de fé e esperar que ele dê testemunho de vida, sem levar em conta as limitações dele e sim buscar viver o Cristo que ele prega.
            Transformar nossa vida, cobrando sempre nossas atitudes e nossos momentos de reflexão com o Senhor. Nossa fé depende do "sim" que damos para Deus nos momentos difíceis e do "não" que dizemos para aquilo que não agrada ao Senhor. Mas o que importa mesmo é a maneira com que as coisas do Senhor.
            Quanto mais amarmos, mais seremos de Deus. Quanto menos amarmos, mais teremos tendência ao pecado.
            Se buscamos o Amor de Deus, não devemos guardá-lo somente para nós, esse Amor deve ser partilhado. Ofertar a vida para Deus é também ofertar Amor ao próximo.


Baseado na partilha de Maria Tereza. Madrugada de 09 para 10/07/2012             

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lectio Divina



A Palavra de Deus se opõe à tua vontade enquanto não te tornar artífice de tua salvação. Na medida em que tu mesmo fores o teu inimigo, também a Palavra de Deus o será. Torna-te amigo de ti mesmo e também a Palavra de Deus estará em harmonia contigo” (Santo Agostinho - Sermão 110,3).

Glórias a Deus pelo aprendizado que nos propõe a cada semana.

"E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós".(Jo 1,14) O singnificado desta frase vai muito além de um fato histórico. Deus quer se fazer carne em nossa vida, deixar de ser somente uma pessoa comentada, mas Deus quer ser vivido e testemunhado. Mas como poderemos testemunhar um Deus que nem sequer fazemos o esforço de conhecer?
        Para conhecer Deus, são necessários alguns passos básicos: Leitura, meditação, oração e Contemplação.
        Leitura: Não se resume apenas em "passar os olhos" e ver o que esta escrito. É aprofundar-se na Palavra de Deus, sem interrupções e se preciso releia quantas vezes achar necessário, é fundamental interiorizar nosso pensamento para a leitura, para que Deus possa também habitar em nosso interior. Faça uma boa Oração clamando o Espirito Santo antes de começar a ler.
Obs. fica a sujestão de Desligar aparelhos eletronicos, (celular, computador, etc) para melhor se aprofundar.
        Meditação: Nesse ponto, precisamos refletir sobre a leitura, ver os aspectos locais, as pessoas que são citadas no texto, o evento ocorrido, os motivos que levam a tal acontecimento, e devemos principalmente nos posicionar conforme os personagens (ver com os olhos de cada um). São passos simples para poder meditar o que o Senhor quer nos apresentar.
         Oração: Faça uma breve orção sobre a Palavra que foi Meditada. Permita-se ser influenciado pelo Senhor de uma forma que te faça sentir a realidade do texto meditado. Ponha suas palavras e seu coração em total sintonia com Cristo.
          Contemplação: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida, porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -." (1Jo 1,1-2). Conhecer a Sagrada Escritura é conhece o próprio Cristo.  A palavra Meditação, que em latim significa Vistoria, deve ser bem utilizada na Leitura Orante da Palavra.
        Quanto mais nos aprofundarmos na contemplação da Palavra de Deus, ficamos mais comprometidos com as verdades do Reino. Quando examinamos alguma coisa, procuramos prestar atenção a tudo, nos empenhamos em não deixar nada passar. Ter um coração contemplativo, também requer dedicação para que a Graça não passe despercebida e assim com o tempo, vamos descobrindo qual é a vontade de Deus sobre nossa vida. Examinai as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna; ora são elas que dão testemunho de mim(Jo 5,39).

Tenha uma Boa Leitura!


Baseado na Partilha de Joe Alvarenga e Thaise Oliveira. Madrugada de  de 02 para 03/07/2012  

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Em que Monte você está?

Clube do monte

Jesus em sua simplicidade, subia ao monte para ensinar. Jesus em sua humildade, subiu o monte para chorar. Jesus em sua obediência, subia ao monte para orar e ouvir o Pai. Mas o que mais deixou de ensinamento para a humanidade, foi quando subiu ao monte para romper com a culpa que caia sobre os homens. Jesus nos ensinou a subir ao monte quando se transfigurou, por que neste momento, nos foi possível ver que temos a necessidade de buscar uma vida nova e uma transformação.
Querer subir ao monte requer oração e muito discernimento para saber que tipo de bagagem devemos levar, para não correr o risco de ficarmos no meio do caminho por excesso do peso que carregamos, peso das culpas, peso dos pecados, peso de nossas manias e vícios, assim como a bagagem da falta de perdão.
Muitas vezes procuramos subir aos montes para respirar o ar puro da criação, e entender quão maravilhosas são as obras do Senhor.
Quem fica na planície, não enxerga o horizonte da fé, não vê aquilo que o Senhor quer nos mostrar, quando ficamos na planície, não é possível que enxerguemos o que se vê do Alto.
Qual é o monte que devemos subir ou qual monte estamos no momento? Será que estamos no monte Tabor, que temos a possibilidade de ver nosso Senhor se transfigurar e mostrar o quão alvo devemos ficar diante Dele e ser outra pessoa? Ou será que estamos no monte das oliveiras? Onde entregamos ao Pai nossa agonia, nossa lágrima e muitas vezes até suamos sangue diante nossas limitações e nossas provações. Será que estamos subindo o Calvário?
Onde aceitamos o fato que sem Jesus não somos nada e o que basta é morrer para as coisas da carne e ressuscitar com Cristo.

Baseado na Homilia do Padre Gustavo Sampaio
Missa Celebrada dia 25 para 26/06/12 no Clube do Monte

“O Clube do Monte agradece ao Padre Gustavo, o presente que ele nos concedeu com essa Missa”

terça-feira, 19 de junho de 2012

O Melhor Professor...

"Felizes aqueles que, esperando na cruz, desceram até as águas" (De um Autor do século II)

                                       




"Feliz quem não se conduz segundo as normas dos ímpios, nem segue a estrada dos maus ou vem sentar-se com eles, mas ama a lei do Senhor, e dia e noite a media!
Ele será como a árvore plantada à beira do rio, que produz muito fruto a seu tempo e cujas folhas não secam.
Dá certo tudo o que faz, mas outra é a sorte dos ímpios, palha que o vento dispersa. Não poderão resistir no tribunal do juízo, nem sentarão pecadores na assembléia dos justos. Vela o Senhor com carinho sobre o caminho dos bons, enquanto a estrada dos ímpios só conduz à perdição."
(Salmo 1)

        Como é nítido o pedido do Senhor neste Salmo de que sejamos árvores plantadas as margens do Rio abundante, já que em nosso dia a dia, somos submetidos constantemente às coisas que não nós elevam a Deus, e na maioria das vezes caímos na opção de ser coniventes ou "convenientes" com a ditadura cultural mal resolvida na fé, aquela que prega que tudo é belo e maravilhoso e passa para a população mundial uma mensagem subliminar de que não é preciso ser de Deus para ser verdadeiramente feliz. Acreditamos em tudo o que nos empurram "goela abaixo" e ainda somos capazes de concordar que fazer justiça com as próprias mãos é um mau necessário para que nossa reação cause um efeito corretivo e transpasse para nossos governantes nossa indignação com a situação atual. Mas até quando?
Até quando vamos ficar brincando de ser Cristãos? viver uma fé "meia boca" e permitir que coisas erradas aconteçam. Não há mais tempo à perder. cada precioso minuto que ficamos sem evangelizar ou demonstrar que somos verdadeiramente de Deus, pode significar centenas de almas que se perdem por não presenciarem em nós um verdadeiro testemunho de vida.
            Não tomamos a decisão de ser Cristão para nos isolar das pessoas que não seguem a Cristo e muito menos excluir ninguém, pelo contrário temos a incumbência de levar o antídoto e não cair na armadilha de beber dos venenos do pecado.
            Este rio de água viva e constante está transbordando em graça e misericórdia e basta que estejamos enraizados nas margens deste rio, pois para uma árvore dar frutos, precisa estar nutrida.
Não espere o tempo passar para tomar essa decisão
Deus quer essa decisão
Deus quer restaurar sua vida.
Quer te fazer vencedor para que possas fazer vencedores.
O Senhor quer nos fazer pensar de uma maneira mais amorosa possível, quer te dar um pensamento que gera vida. Quer nos ensinar a buscar a docilidade sem que precisemos ser chatos.
Que nossa decisão de que "Jesus é o Senhor da minha vida", seja uma decisão irrevogável. 

Não podemos esquecer de quem nos ensina.
Jesus é o melhor professor com sua palavra viva! 

Baseado na partilha de Joe Alvarenga (madrugada de 18 para 19/06/12)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Imagem e Semelhança

              Muitas e muitas vezes nós falamos que somos Imagem e Semelhança de Deus, assim como esta escrito "Façamos o ser humano à nossa Imagem e segundo nossa Semelhança" (Gen 1,26). Mas o que temos feito com o Dom que Deus nos deu de ser Imagem e semelhança? Quando nos irritamos com tudo e com os outros, será que estamos vivendo , e ou deixando o outro viver a Imagem de Deus?
                O que precisamos refletir é que Deus nos deu o dom da vida, não para que ela passe em branco, sem um proposito maior que viver o amor. Logicamente temos nossas particularidades, principalmente nos sentimentos, temos modos diferentes de pensar, sentir, agir , amar. É muito facil e muita pretensão do ser humando, querer que outro veja em nós a Imagem e semelhança de Deus, sem aceitar que o outro tambem pode e deve ser imagem e semelhança Dele para Nós. Nossos pensamentos egoistas nos levam a crer que somente os outros dependem de nós e achamos que somos auto suficientes para não precisar dos outros.
               Nosso aprendizado desta noite de 11/06 para 12/06, foi sobre tudo o gesto de gratidão. Agradecer ao Senhor e aos Irmãos, é um ato de amor ao próximo.
              Se praticarmos a caridade, e esta por consequencia retorna como gratidão, é como um espelho que reflete o gesto preticado. Não há como um espelho refletir um movimento ou gesto que nao foi realizado, se bem reflete o bem, Amor reflete amor e caridade reflete gratidão (ai pensamos: não são gestos diferentes??). Caridade reflete gratidão, por que muitas vezes quando temos carencia de algo, só poderemos ser gratos ao amor e paciencia do próximo.
              Praticar o Amor é viver Deus, é ser imagem e semelhança de Deus, pois Deus é a mais pura prova de Amor.
             Viver Deus diariamente, olhar para o Criador, estar unidos ao Senhor, faz com que nos tornemos cada vez mais parecidos com Ele. Cada Vez mais Imagem e Semelhança.
             Que possamos refletir, o que estamos fazendo com o Dom da vida? que Imagem de Deus estamos mostrando para o outro??
                                                        Boa Reflexão!


Baseado na partilha de: Makely de Paula Caçador (Madrugada de 11para 12/06/12)

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Tempo de Deus está sempre correto


        Hoje em dia, vivemos a fase da alta tecnologia digital, dependemos da internet e do celular para tudo. Se esquecemos de pegar nosso celular quando saimos ou se ficamos um dia longe da internet e sobre tudo das redes sociais, parece que ficamos um ano isolados do mundo.
         Temos tempo para tudo, escola, trabalho, sair com os amigos, ficar horas em frente ao computador conversando com pessoas que estão muito longe e na maioria das vezes com pessoas que estão ao tempo todo próximas de nós. Mas e nosso momento com Deus? Onde fica nosso tempo para a oração? O nosso tempo de intimidade com o Senhor? Por que postar coisas bonitas e que falam de Deus, é até agradavel aos olhos de muitos, mas e o nosso coração? Será que está mesmo em sintonia com Cristo?
Nosso momento de intimidade com Deus é o momento de alivio. Quantas vezes em nossa comunhão, ao receber Cristo, colocamos verdadeiramente nossa alma diante da maior expressão de Amor? Permitir-se alegrar na Eucaristia, Sentir Cristo invadindo nosso ser e derramar lágrimas de Amor, a humildade da espera e da entrega. É uma troca recíproca, Cristo se entrega por você, e você se entrega a Cristo.
      Muitas vezes em nossa ansiedade para que as coisas aconteçam, tentamos apressar o tempo de Deus, não sabemos viver o tempo de espera, mas não aquela espera em que nunca ouvimos uma resposta. Deus dá o seu tempo nas entrelinhas e precisamos aproveitar o momento certo, para que depois não fiquemos remoendo arrependimentos. As lembranças não devem ser as que nos machucam ou nos "jogam na cara" coisas que fizemos e não agradava ao coração de Deus. As lembranças que devemos cultivar, são aquelas que nos fazem crescer.
           Nossa humanidade muitas vezes nos torna egoistas e nos leva a buscar nossos próprios interesses e que na maoiria das vezes não fazem bem à nossa espiritualidade.
           Que possamos deixar de lado aquilo que nos afasta de Deus, ao invés de Deixar Deus de lado.
            Que possamos buscar em Deus, nosso refúgio.

Texto baseado na partilha de: Carina Peres (dia 05/06/12)
          

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ser Jovem Adorador!



Neste dia 28 para 29 de maio de 2012, o Clube do Monte viveu um momento muito especial, a partilha foi feita pelo Fundador da Missão Sede Santos, Padre Márlon Múcio.

E para firmar este elo entre Jesus Eucaristico e o Clube do Monte, o Senhor nos deu muitas palavras de confirmação através do Padre Márlon. Foram momentos intensos de partilha e oração, e os mostrou realmente que não estão ali reunidos toda a madrugada de segunda para terça-feira, somente para passar o tempo, não estão ali somente para rever aquele amigo que vem toda a semana. Estão ali para partilhar de coração o Amor de Deus. Mais do que isso, o Senhor revelou que estão ali com a missão de enxugar as lágrimas do Cristo que chora, o Cristo que chora pelos jovens que estão se perdendo nas drogas, na prostituição, chora pelas familias que se dissolvem por causa do pecado, pela falta de amor, o Cristo que chora pelos inocentes abortados. 

                       O Clube do Monte é formado por jovens que tem atitude e ousadia em se mortificar, pelo Cristo. Jovens que são marcados pela cruz, jovens que carregam um pedacinho da cruz. E são esses jovens enviados por Deus, que sobem ao monte para ouvir a voz do Altissimo, que são imitadores do Cristo quando sobem ao monte para partilhar, pois Jesus sabia escolher os melhores lugares para proclamar a Palavra, Jesus percebia a direção do vento e se posicionava de forma em que sua voz fosse melhor propagada. Esses Jovens escolheram isso. Subir ao Monte para ouvir o Senhor, saborear os ventos do Espirito Santo, e descer como a voz de Jesus para propagar a Palavra. Jovens que vão para a batalha sem medo, que proclamam o Amor do Cristo por nós.

                       E um dos presentes que o Senhor deu ao Clube do Monte, foi a Benção de envio, para que possam descer do monte e resgatar aqueles que mais necessitam, para ajudar aos que tem fome e sede de comida e da Palavra.

                      Que sejam sempre ousados e usados para a Honra e Glória do Senhor Jesus.


 


Postado por:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Clube do Monte


Seja bem vindo!

Todos nós Catolicos sabemos o que é Adoração ao Santissimo Sacramento, mas muitos de nós só lembramos de Jesus na hora em que o "calo aperta", na hora da dificuldade e esquecemos que Jesus está presente o tempo todo esperando os verdadeiros adoradores
- "23Mas vem a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Estes são os adoradores que o Pai procura.
24. Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade" (João - 4,23-24)

E é isso que o Clube do Monte procura fazer, Adorar ao Senhor em Espirito e em verdade. E adorar vai muito mais além do que olhar Jesus com os olhos humanos. Adorar Jesus é ter amor pelo proximo, mesmo em meio as suas limitações, é ajudar o outro em suas dificuldades, é manter vivo o sentimento fraterno.
Doar-se pelo Irmão é uma forma de Adoração, e principalmente a partilha de coração.

Os encontros do Clube do Monte acontecem na madrugada de Segunda para Terça das 00:00h as 3:00h na Casa João Paulo II (Unidade 1) - Rua do Café - Centro Taubaté -SP

Venha Adorar Também!

Deus te Abençoe!