quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Confissão (Seminário de Vida - Sacramentos que Curam)


Neste segundo dia do Seminário, partilhamos sobre um sacramento muito importante na vida de todo o Católico, a Confissão.
Aqui no Blog iremos deixar bem detalhado sobre o que é a confissão, e a importancia de confessar.

Baseado na Partilha de Paulo Eduardo

Entenda um pouco mais sobre o sacramento da reconciliação.

1. O QUE É A CONFISSÃO?
Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

 
2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?
O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).
 
 
3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?
Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18). 
 
4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?  
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc. 
 
5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?  
Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 ).
  
6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.
 
7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?
Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto). 
 
8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.
 
9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?
Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.
  
10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?
São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b).
 
11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?
São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17).
 
12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?
São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.
  
13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?
Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.
 
14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?
Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.

Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.

15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?
Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.
 
16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).
  
17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?
O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.
 
18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?
Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.
 
 
19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?
Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!
 

20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?
A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

 

FONTE: Canção Nova

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Batismo (Seminário de Vida - Sacramentos que Curam)

Na Madrugada de 27 para 28/05/2013, o Clube do Monte começou seu primeiro seminario de vida, com o tema Sacramentos que Curam.



O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina que os sacramentos são um encontro pessoal com Cristo, este encontro é, no fundo, o sacramento original, eles são sinais sensíveis e eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, mediante os quais nos é concedida a vida divina. São sete os sacramentos: batismo, confirmação – crisma, Eucaristia, penitência – confissão, unção dos enfermos, ordem e matrimônio, todos eles estão ordenados para a Eucaristia, como para o seu fim, segundo santo Tomás de Aquino.

A partir do CIC os sacramentos são categorizados eme três formas. 1) Sacramentos da iniciação cristã (batismo, confirmação – crisma e Eucaristia); 2) Sacramentos de cura (penitência – confissão, unção dos enfermos); 3) Sacramentos a serviço da comunhão e da missão (ordem e matrimônio).

Os sacramentos de iniciação cristã lançam os alicerces da vida cristã: os fiéis, renascidos pelo batismo, são fortalecidos pela confirmação e alimentados pela Eucaristia.


O Batismo



O primeiro dos sacramentos de iniciação cristã é o batismo, ele é o caminho do reino da morte para a vida, a porta da Igreja e o começo de uma comunhão duradoura com Deus. Nesse sacramento o homem une-se a Cristo, pois ele é uma aliança com Deus, e a condição prévia para receber os outros.

No Antigo Testamento encontram-se várias prefigurações do batismo: a água, fonte de vida e de morte; a arca de Noé, que salva por meio da água; a passagem do Mar Vermelho, que liberta Israel da escravidão do Egito; a travessia do Jordão, que introduz Israel na Terra Prometida, imagem da vida eterna. O próprio Jesus Cristo se fez batizar por João Batista, no Jordão: na cruz, do seu lado trespassado, derramou Sangue e Água, sinais do batismo e da Eucaristia, e depois da Ressurreição confia aos apóstolos esta missão: «Ide e ensinai todos os povos, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19-20). A Igreja, desde do o dia de Pentecostes, administra o batismo a quem crê em Jesus Cristo.

Batizar significa imergir na água. O batizado é imerso na morte de Cristo e ressurge com Ele como nova criatura (II Cor 5,17). Por isso este [batismo] também é chamado banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo (cf. Tt 3,5) e iluminação, porque o batizado se torna filho da luz (cf. Ef 5, 8). Porque tendo nascido com o pecado original, ele tem necessidade de ser libertado do poder do maligno e de ser transferido para o reino da liberdade dos filhos de Deus.

Entre os efeitos do batismo se destacam o perdão do pecado original e de todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado, fazendo o homem participar na vida divina trinitária mediante a graça santificante, confere as virtudes teologais – fé, esperança, caridade e os dons do Espírito Santo. Por fim, o batizado pertence para sempre a Cristo.

O rito essencial deste sacramento consiste em imergir na água o candidato ou em derramar a água sobre a sua cabeça, enquanto é invocado o Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, sendo capaz de receber o batismo toda pessoa ainda não batizada. Do batizando é exigida a profissão de fé, expressa pessoalmente no caso do adulto, ou então por parte dos pais e da Igreja no caso da criança. Também o padrinho ou madrinha e toda a comunidade eclesial têm uma parte de responsabilidade nisso. Sendo ele necessário para a salvação daqueles a quem foi anunciado o Evangelho e que têm a possibilidade de pedir este sacramento.

Aqueles que morrerem sem o batismo, o Catecismo da Igreja Católica ensina que, porque Cristo morreu para a salvação de todos, podem ser salvos, mesmo sem o batismo, aqueles que morreram por causa da fé (batismo de sangue), aqueles que estavam sendo preparados para receber tal sacramento – catecúmenos e todos os que, sob o impulso da graça, sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente a Deus e se esforçam por cumprir a Sua vontade (batismo de desejo). Quanto às crianças, mortas sem batismo, a Igreja na sua liturgia confia-as à misericórdia de Deus.

Portanto, dentre os sacramentos de iniciação cristã, destaca-se o batismo como o primeiro, a porta da Igreja e o começo de uma comunhão duradoura com Deus, lançando o alicerce da vida cristã, configurando o cristão a Cristo, sendo assim, no batismo, o homem para sempre pertence a Cristo.


Baseado na Partilha de Thaise Oliveira

FONTE: Canção Nova

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Enxugando Lágrimas



                                        ELCIO DIAS

Na reflexão desta semana, os membros do clube do monte puderam viver na pele, o que há alguns meses o Padre Marlon falou: “vocês tem a missão de enxugar as lagrimas do Cristo”. Acredito que no primeiro momento, essas palavras soaram muito bonitas e num tom suave, até que nos demos conta de quem era o “Cristo” que o Padre havia mencionado. Esse “Cristo” poderia estar mais próximo do que nós imaginávamos...
            Quando falávamos em fazer missão além da Capela do Santíssimo, imaginávamos algo como “pastoral de rua”, “evangelização de porta em porta” ou mais além... o que não era possível prever, é que iríamos enxugar as lagrimas do “Cristo” no leito de morte do ente querido de uma integrante do Clube, e não somente querido dela, mas de todos nós.

O que poderíamos dizer para homenagear esta pessoa fabulosa que foi o Sr. Elcio? Ou Tio Elcio??
Talvez todos os adjetivos possíveis não seria capaz de descrever o que ele foi...
... Mas dentre muitos exemplos que ele deixou para os seus, é que a morte não é motivo de sofrimento, ensinou que é uma passagem entre o fim do sofrimento e a entrada para a vida junto ao Senhor.
            Perder alguém que amamos, não é simples de aceitar, pois a saudade que fica no lugar é enorme, mas o que nos conforta é saber que ele terá paz junto ao Senhor, saber que teremos a possibilidade de nos reencontrar no Reino de Deus, estaremos junto aos nossos para sempre...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Jovem! És Missionário do Amor...




Ser Missionario do Amor, é aprender que uma bagagem de experiência, muitas vezes não nos garante o Céu. A Experiência é uma lanterna que ilumina para trás.
          Deus sabe o que ele quer da vida da gente. Ele sabe como nós podemos ser discipulos, e para ser discipulo precisamos olhar como o Mestre faz, e fazer igual. Imitar Jesus, ser imagem e semelhança de Deus, é a unica maneira de ser discipulo.
           Missionario foi Jesus, o resto só sabe repetir o que Jesus falou. Ninguem está fora do chamado de ser missionario, pois todos devemos ser imitadores de Cristo, e quando somos batizados, recebemos três grandes chamados: Ser Rei, Ser Sacerdote e Ser Profeta.
- Ser Rei, é o chamado que temos para reinar sobre a Terra, e não Destruí-la. Temos que aprender a administrar nosso planeta de modo a promover o bem à toda a humanidade.
- Ser Sacerdote, é ter a Missão de santificar, de tornar Santo tudo o que temos e o que somos, buscar a santidade em todo o tempo e lugar, procurar fazer com que outras pessoas se santifiquem através de nosso testemunho.
- Ser Profeta, é anunciar as coisas de Deus e denunciar o que estiver errado. Ser Profeta é anunciar a Palvra de Deus à todos os povos, ser Profeta é dar testemunho da Verdade, sem medo das consequencias.
Como podemos tomar posse de todos esses chamados? Muitas vezes olhamos para nossa vida e dizemos "não sei falar, não prego, não tenho testemunho". Ficamos fugindo da responsabilidade.
             Anunciar o Evangelho, é saber que não importa o lugar que estivermos, é nesse lugar que temos que dar testemunho de vida, provar que somos Cristãos na pratica. Não adianta ter "todos" os chamados, se a vida não for de testemunhos.
             Muitas vezes ficamos adiando nosso sim para Deus, seja por medo, falta de animo, ou ficamos pensando o que os outros vão falar.
Mas nosso Chamado é hoje.
             Quantas vezes negamos a Deus, adiando nosso chamado? Ficamos dando desculpas esfarrapadas de que já temos muitos afazeres, seja no cotidiano familiar e profissional, ou com compromissos com a Igreja. Mas Deus não chama os desocupados, pois estes não irão trabalhar em nada para a obra. E mesmo quando pensamos que temos coisas suficientes para fazer, e mesmo assim Deus nos da mais missões, mais compromissos, é por que ele sabe que no futuro corremos o risco de sair do caminho. Por isso Deus nos prepara na fé.
" Moisés tentou dar todas as desculpas para não assumir a Missão que Deus propunha. "Então o Senhor Irritou-se contra Moisés".
 O que irrita o Senhor, é a nossa falta de disposição para Deus.
            A Missão de Moisés era libertar o povo da escravidão do Egito, e para isso eles tiveram que atravessar o deserto. Assim acontece com a gente. No deserto nos deparamos com quem realmente somos, vemos o quanto somos limitados e cheios de coisas para ser curadas.
           Temos que assumir nossa missão sem medo de passar pelos desertos, sem medo de errar, e só erra quem faz. Quem não faz a sua missão, não tem o que errar. E toda vez que erramos, temos que buscar aprender com os erros.
           Não podemos permanecer omissos. O pior pecado é o da omissão, pois na omissão não temos o que confessar.


                  Assuma sua missão! Seja Missionário do Amor

Baseado na Partilha de Ederson Léo - Madrugada de 01 para 02/10/12

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Alma Missionária

 
“ Estão querendo me vender influências furadas  mas nunca vão me convencer, pois conheço quem me comprou, e ele pagou um preço alto sendo pregado numa cruz” ( Joe Alvarenga)

Quando buscamos o Senhor, queremos compreender tudo o que Ele tem preparado para nós, mas as vezes insistimos tanto em não querer que a graça aconteça. Ficamos nos esquivando dos compromissos com o Senhor, pelo simples fato de não querer uma exposição maior, medo de assumir a missão que recebemos do Senhor. 

                Muitas vezes nos apegamos tanto ao pecado e ao que chamamos de “pecadinho de estimação”, que por medo de abandonar de vez o pecado, vamos empurrando nossa fé com a barriga e deixamos a Obra de Deus para depois. Temos medo de ser julgados por não tomarmos atitudes Cristãs de fato.

                Quem não dá importância para a Palavra de Deus, jamais vai ter argumento para anunciar. Se não nos empenharmos em aprender, nunca iremos ensinar.

                Que importância damos para nossa mãe? É interessante a comparação, haja vista que,  a Palavra de Deus assim como nossa mãe é quem nos concede vida, alimenta, ensina a andar e a falar. Portanto, caminhemos na luz ( a Palavra) para não sofrer as consequências de quem anda na escuridão onde a maior probabilidade é de cair, não se sabe onde.

Deus te ama, cura e chama a seguir decididamente como Discípulo missionário, ungido e enviado pelo próprio Dono da Palavra.

Negando-se a si mesmo e as propostas “ imundanas” para aceitar o Tudo que é Jesus o Senhor, a Palavra do Pai.

 

 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Oferta de Amor!



          Ultimamente as pessoas ficam muito incomodadas quando a Igreja fala sobre oferta, mas não levamos em conta de que ofertar à Deus vai muito além de valores financeiros. Ofertar à Deus significa também, doar-se, ajudar ao próximo, ter zelo pelas coisas de Deus, ofertar nossa vida em missão, ofertar nossa vida para Jesus.
          Jesus não exige muito para que possamos ofertar nossa vida. Ele nos quer do jeito que somos, com nossas fraquezas e nossas limitações, pois ele conhece nosso limite. Se formos esperar para amar ao Senhor somente quando alcançarmos a perfeição, não iremos amá-Lo então. Pois ao contrario do que pensamos, a ordem é inversa, "amar a Deus para buscar a perfeição e não, ser perfeito para poder amar a Deus.
           Jesus quer nosso coração e em cada passo de nossa caminhada ele quer nos aprimorar. Mesmo no abismo ele quer que O amemos. Ele não quer nossas virtudes, para que isso não aumente nossas virtudes. Ele quer nossas misérias, para que não duvidemos de Sua Graça.
            As vezes almejamos algo, mas ainda estamos em tempo de reflexão, achamos que estamos dando o máximo, quando na verdade não estamos fazendo nada.
           Ter a certeza de ouvir a voz do Bom Pastor (muitas vezes sacerdote e coordenador) e ver nele o exemplo de fé e esperar que ele dê testemunho de vida, sem levar em conta as limitações dele e sim buscar viver o Cristo que ele prega.
            Transformar nossa vida, cobrando sempre nossas atitudes e nossos momentos de reflexão com o Senhor. Nossa fé depende do "sim" que damos para Deus nos momentos difíceis e do "não" que dizemos para aquilo que não agrada ao Senhor. Mas o que importa mesmo é a maneira com que as coisas do Senhor.
            Quanto mais amarmos, mais seremos de Deus. Quanto menos amarmos, mais teremos tendência ao pecado.
            Se buscamos o Amor de Deus, não devemos guardá-lo somente para nós, esse Amor deve ser partilhado. Ofertar a vida para Deus é também ofertar Amor ao próximo.


Baseado na partilha de Maria Tereza. Madrugada de 09 para 10/07/2012             

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lectio Divina



A Palavra de Deus se opõe à tua vontade enquanto não te tornar artífice de tua salvação. Na medida em que tu mesmo fores o teu inimigo, também a Palavra de Deus o será. Torna-te amigo de ti mesmo e também a Palavra de Deus estará em harmonia contigo” (Santo Agostinho - Sermão 110,3).

Glórias a Deus pelo aprendizado que nos propõe a cada semana.

"E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós".(Jo 1,14) O singnificado desta frase vai muito além de um fato histórico. Deus quer se fazer carne em nossa vida, deixar de ser somente uma pessoa comentada, mas Deus quer ser vivido e testemunhado. Mas como poderemos testemunhar um Deus que nem sequer fazemos o esforço de conhecer?
        Para conhecer Deus, são necessários alguns passos básicos: Leitura, meditação, oração e Contemplação.
        Leitura: Não se resume apenas em "passar os olhos" e ver o que esta escrito. É aprofundar-se na Palavra de Deus, sem interrupções e se preciso releia quantas vezes achar necessário, é fundamental interiorizar nosso pensamento para a leitura, para que Deus possa também habitar em nosso interior. Faça uma boa Oração clamando o Espirito Santo antes de começar a ler.
Obs. fica a sujestão de Desligar aparelhos eletronicos, (celular, computador, etc) para melhor se aprofundar.
        Meditação: Nesse ponto, precisamos refletir sobre a leitura, ver os aspectos locais, as pessoas que são citadas no texto, o evento ocorrido, os motivos que levam a tal acontecimento, e devemos principalmente nos posicionar conforme os personagens (ver com os olhos de cada um). São passos simples para poder meditar o que o Senhor quer nos apresentar.
         Oração: Faça uma breve orção sobre a Palavra que foi Meditada. Permita-se ser influenciado pelo Senhor de uma forma que te faça sentir a realidade do texto meditado. Ponha suas palavras e seu coração em total sintonia com Cristo.
          Contemplação: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida, porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -." (1Jo 1,1-2). Conhecer a Sagrada Escritura é conhece o próprio Cristo.  A palavra Meditação, que em latim significa Vistoria, deve ser bem utilizada na Leitura Orante da Palavra.
        Quanto mais nos aprofundarmos na contemplação da Palavra de Deus, ficamos mais comprometidos com as verdades do Reino. Quando examinamos alguma coisa, procuramos prestar atenção a tudo, nos empenhamos em não deixar nada passar. Ter um coração contemplativo, também requer dedicação para que a Graça não passe despercebida e assim com o tempo, vamos descobrindo qual é a vontade de Deus sobre nossa vida. Examinai as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna; ora são elas que dão testemunho de mim(Jo 5,39).

Tenha uma Boa Leitura!


Baseado na Partilha de Joe Alvarenga e Thaise Oliveira. Madrugada de  de 02 para 03/07/2012